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21:30 até às 21:30
Orquestra de Jazz de Matosinhos e Mão Morta com trabalhos inéditos para a Casa das Artes

Orquestra de Jazz de Matosinhos e Mão Morta com trabalhos inéditos para a Casa das Artes

São novas e originais as composições sonoras que a Orquestra de Jazz de Matosinhos e os consagrados Mão Morta vão apresentar em palco na Casa das Artes de Famalicão para acompanhar a projeção dos filmes “O Couraçado Potemkine” e “A Casa na Praça Trubnaia”, dois clássicos da história do cinema.
Dia 12 e 19 de outubro, sempre às 21h30, no Grande Auditório, são dois momentos maiores da programação deste equipamento cultural do Município de Vila Nova de Famalicão e que farão parte do seu património próprio.  Ambos os filmes-concerto são exibidos em estreia, por encomenda da Casa das Artes, no âmbito do Close-up – Observatório de Cinema de Famalicão, à reputadíssima Orquestra de Jazz de Matosinhos e aos catedráticos do rock português Mão Morta.
Destaca-se que os filmes têm, respetivamente, uma duração de 70 minutos e de 80 minutos e que obrigaram a que tanto a Orquestra de Jazz de Matosinhos como os Mão Morta (em trio) olhassem com olhos criativos para “O Couraçado Potemkine”, um dos exemplares do revolucionador da montagem Serguei Eisenstein, e “A Casa na Praça Trubnaia”, obra máxima do ucraniano Bornis Barnet, e fizessem nascer as suas próprias bandas sonoras, que interpretarão ao vivo no palco do Grande Auditório da Casa das Artes.
Momentos únicos são aguardados neste capítulo da programação própria do teatro municipal, num excelente cruzamento de linguagens.

Fichas técnicas
ORQUESTRA DE JAZZ DE MATOSINHOS – filme-concerto – O Couraçado Potemkine de Serguei Eisenstein – 12.Out (21h30, GA) _ ESTREIA
Título original: Bronenosets Potyomkin (Rússia, ficção, 1925, 70 min)
Classificação: M/12
É um dos melhores filmes de todos os tempos, um dos mais conhecidos da história do cinema e apresenta uma das mais célebres sequências da sétima arte. Para Charlie Chaplin, era mesmo o seu favorito. Realizado por Sergei Eisenstein, "O Couraçado Potemkin” é um filme mudo soviético que estreou em 1925 e apresenta uma versão dramatizada da rebelião ocorrida em 1905, onde os tripulantes do navio de guerra Bronenosets Potyomkin/O Couraçado Potemkin se revoltaram contra seus oficiais superiores. Razões mais que suficientes para este ser um grande desafio para a Orquestra Jazz de Matosinhos e o seu diretor, Pedro Guedes, compositor da música original. Integrado na IV edição do Close-Up - Observatório de Cinema de Famalicão, o filme-concerto "O Couraçado Potemkin” estreia dia 12 de outubro na Casa das Artes de Famalicão.
A Orquestra Jazz de Matosinhos, criada em 1999 com o apoio da Câmara Municipal de Matosinhos, é um laboratório permanente. Não esquece a tradição das grandes big bands do passado, mas promove continuamente a criação, a investigação, a divulgação e a formação na área do jazz, cruzando a ambição internacional com o sentido de responsabilidade local. Constituindo uma autêntica orquestra nacional de jazz, apresenta repertórios de todas as variantes estéticas e de todas as épocas do jazz, assumindo-se como um fórum alargado de compositores e músicos, lançando pontes, estabelecendo parcerias e produzindo um repertório nacional específico para big band contemporâneo, versátil e diverso. Dirigida por Pedro Guedes e Carlos Azevedo, tem colaborado com nomes tão diversos como Maria Schneider, Carla Bley, Lee Konitz, John Hollenbeck, Jim McNeely, Kurt Rosenwinkel, João Paulo Esteves da Silva, Carlos Bica, Ingrid Jensen, Bob Berg, Conrad Herwig, Mark Turner, Rich Perry, Steve Swallow, Gary Valente, Dieter Glawischnig, Stephan Ashbury, Chris Cheek, Ohad Talmor, Joshua Redman, Andy Sheppard, Dee Dee Bridgewater, Maria Rita, Maria João, Mayra Andrade, Manuela Azevedo, Sérgio Godinho, Manuel Cruz,  Fred Hersh, Rebecca Martin, Peter Evans, Fay Claassen entre muitos outros. 


MÃO MORTA – filme-concerto – A Casa na Praça Trubnaia de Boris Barnet – 19.Out (21h30, GA) _ ESTREIA
Título original: Dom na Trubnoi (Rússia, ficção, 1928, 80 min)
Classificação: M/12
Parasha Pitunova chega a Moscovo, vinda da província, para trabalhar como empregada doméstica. Esta comédia conta a história da casa onde ela vai trabalhar, e dos seus habitantes. Uma sátira à hipocrisia da pequena burguesia, que sobrevivera na URSS à Revolução e que continuava, sorrateiramente, a explorar os necessitados. Esta obra-prima de Barnet, o outsider do cinema mudo soviético, será apresentado com uma banda-sonora em estreia, composta e tocada ao vivo pelos Mão Morta, uma das principais bandas de rock portuguesas, com uma carreira de mais de 30 anos.
Os Mão Morta, formados em novembro de 1984 por Joaquim Pinto, Miguel Pedro e Adolfo Luxúria Canibal, construíram um dos percursos mais sólidos e revelantes do rock nacional, com a edição de 12 álbuns de estúdio e 7 ao vivo, entre os quais “Corações Felpudos” (1990), “Mutantes S.21” (1992), “Müller no Hotel Hessischer Hof” (1997), “Há Já Muito Tempo que Nesta Latrina o Ar se Tornou Irrespirável” (1998), “Primavera de Destroços” (2001), “Nus” (2004), “Pelo Meu Relógio São Horas de Matar” (2014), que deambulam entre géneros como o punk rock, metal, ou industrial. Em 2019 Mão Morta cria um espectáculo de dança contemporânea, "No Fim Era o Frio", com 6 bailarinos, sendo também o título do seu novo álbum de originais, que acabaram de editar e se junta assim aos outros 19 álbuns da sua discografia, grande parte deles sistematicamente incluídos nos diversos balanços dos melhores discos de sempre da música portuguesa. Em resposta à encomenda do Close-up, os Mão Morta estreiam na Casa das Artes de Famalicão a banda sonora para o filme A Casa na Praça Trubnaia, com mais de 80 minutos de música composta para esta apresentação, que entrará para o seu património de históricas apresentações ao vivo. 


De 12 a 19 de outubro, em vários espaços da Casa das Artes, o quarto episódio do Close-up – Observatório de Cinema de Famalicão, contará com cerca de 40 sessões de cinema contemporâneo cruzadas com a história da 7ª Arte (com um passeio pelo Cinema Francês), sob o mote do Tempo (o que passa e o tempo do Cinema), incluindo os filmes-concerto em estreia já enunciados, filmes comentados por realizadores, jornalistas e académicos, sessões especiais e ante-estreias, um panorama em volta da obra de Eduardo Brito.
Haverá também espaço para conversas, música e poesia no café-concerto e no foyer, e sessões para famílias e para escolas, com filmes, oficinas e uma masterclasse de Pedro Serrazina.
Mais pormenores da programação do Close-up serão revelados em breve.
A Casa das Artes de Famalicão é cada vez mais o seu lugar na Cultura!
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