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21:30 até às 23:00
Tanto Mar | Festival Internac. Artes Performativas de Loulé

Tanto Mar | Festival Internac. Artes Performativas de Loulé

5€
Tanto Mar – Festival Internacional de Artes Performativas de Loulé
Folha de Medronho - Artes Performativas

A folha de medronho, em co-produção com a Câmara Municipal de Loulé/Cine-Teatro Louletano, apresenta a 1.ª edição de um festival que pretende privilegiar a relação com grupos e criadores portugueses instalados fora da macrocefalia da “cidade grande” que desenvolvem trabalho substancial e inovador, assim como projetos oriundos de países onde o português é a língua oficial. Ao mesmo tempo, intenta-se transformar o Tanto Mar em interface para a circulação de espetáculos em Portugal, assim como projetar Loulé como futuro centro das “artes performativas dos países falantes de português”. 

PROGRAMA*

» 07 março | 21h30 
“Kangalutas”, pelo GTO/folha de medronho (Guiné-Bissau/Portugal)

Drama e comédia misturam-se nesta peça que nos leva a revisitar uma faceta pouco (re)conhecida de um passado ainda presente, vivido por muitos guineenses e portugueses. Embaralhando factos e memórias (reais e fictícias), deles fazendo uma trama tecida em torno das vicissitudes do amor, feridas do passado e conflitos de interesses, pretende-se com este espetáculo convidar à análise do quotidiano de um país à procura de si próprio e trazer à tona a natureza humanista do que devem ser as relações entre povos e cidadãos, longe do espetro da dominação, da intolerância e da discriminação racial.

Texto: Abdulai Sila / Adaptação, dramaturgia, encenação e direção artística: João de Mello Alvim / Assistência ao encenador: Edilta da Silva Dias / Interpretação: Alexandra Diogo, Edilta da Silva Dias e Elsa Maria Ramos Gomes / Direção de produção: José Carlos Lopes Correia / Assistente de produção: Vladimir Mário Vieira / Cenário e figurinos: Domingos da Silva e João de Mello Alvim / Recolha de sons: Mamadú Cabiro Djá / Banda sonora: Mário de Oliveira e Elsa Maria Ramos Gomes / Fotografia, cartaz e programa: José Luís Aguilar / Vídeo: Atcho Express / Direção de cena: Edilta da Silva Dias

Duração: 75 minutos
Preço único: 5 €
Público-alvo: M/12


» 08 março | 21h30
“Escuridão Bonita” (a partir da estória de Ondjaki), por UMCOLETIVO - Associação Cultural 

Queremos contar uma história como as histórias são para ser contadas, com afetos.
 
O teatro é um lugar escurinho e mágico, com as luzes surpreendentes da imaginação a interromper a noite, aqui e ali, onde dizemos “era uma vez” e, depois, sonhamos todos juntos a história de um beijo.
 
A nossa história é muito cheia de cheirinhos e sabores e abraços indolores. É uma história que se faz muitas vezes, a pouco e pouco, com apenas vinte pessoas na sala. Acontece como uma música longa e em segredo, que interrompe o coração, e, por isso, chamamos-lhe ESCURIDÃO BONITA.

Texto: Ondjaki / Dramaturgia e interpretação: Cátia Terrinca / Desenho ao vivo: Márcia Conceição / Música e sonoplastia: João P. Nunes (a partir de música original de Alexandre Vaz e João Filipe)

Duração: 40 minutos (aprox.)
Preço único: 5 €
Público-alvo: M/6


» 09 março | 21h30 
Desmontagem “Evocando os mortos – Poéticas da Experiência”, pela Tribo de Atuadores “Ói Nóis Aqui Traveiz” (Brasil)

A desmontagem “Evocando os mortos – Poéticas da experiência” refaz o caminho do ator na criação de personagens emblemáticas da dramaturgia contemporânea. Constitui um olhar sobre as discussões de Género, abordando a violência contra a mulher nas suas variantes, questões que passaram a ocupar centralmente o trabalho de criação da Tribo de Atuadores “Ói Nóis Aqui Traveiz”.

Seguindo a linha de investigação sobre teatro ritual de origem artaudiana e performance contemporânea, a desmontagem de Tânia Farias propõe um mergulho num fazer teatral onde o trabalho autoral do ator condensa um ato real com um ato simbólico, provocando experiências que dissolvam os limites entre arte e vida, e ao mesmo tempo potencializem a reflexão e o autoconhecimento.

Desvelando os processos de criação de diferentes personagens, criadas entre 1999 e 2011, a atriz deixa ver quanto as suas vivências pessoais e do coletivo Tribo de Atuadores “Ói Nóis Aqui Traveiz” atravessam os mecanismos de criação. Através da ativação da memória corporal, a atriz faz surgir e desaparecer as personagens, realizando uma espécie de ritual de evocação dos seus mortos para compreensão dos desafios de fazer teatro nos dias de hoje.

Criação da atuadora Tânia Farias a partir de quatro personagens de espetáculos da Tribo de Atuadores “Ói Nóis Aqui Traveiz” / Conceção e interpretação: Tânia Farias / Produção: Tribo de Atuadores “Ói Nóis Aqui Traveiz”

Duração: 90 minutos
Preço único: 5 €
Público-alvo: M/16

*O festival inclui ainda várias atividades paralelas a desenvolver em diferentes espaços. Ver programa completo em: www.facebook.com/medronhoartes/

https://www.facebook.com/cineteatrolouletano/
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