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17:00 até às 18:00
No dia seguinte está o agora

No dia seguinte está o agora

«Esta exposição, pode nem ser uma exposição, considerando que os objetivos, as metodologias e as estratégias que fomos assumindo ao longo deste processo têm como objetivo principal a celebração dos 60 anos do CAPC. (…) Paralelamente, vão ocorrer dois ciclos de conversas, com o intuito de pensarmos juntos sobre o foco e as estratégias para uma coleção de arte com as caraterísticas que o CAPC pode consolidar e oferecer. O concerto no dia da inauguração reveste todo este acontecimento ou liberta-o para o tempo do agora.»

Obras de Afonso Laranjeira, André Silva, Artristas, Cristina Mateus, Diogo Pinto, Eduardo Fonseca e Silva & Francisca Valador, E. M. de Melo e Castro, Fernanda Fragateiro, Lea Managil, Maria Miguel von Hafe, Miguel Plantier, Nuno Gonçalves, Nuno Sousa Vieira, Silvestre Pestana, Vicente Mateus, Wolf Wostell e Zé Sousa  

PROGRAMA

15/12/2018
Inauguração | 17h 
Concerto Zé Maldito e Vicente Mateus | 18h
1.º Encontro | Conversa com Carlos Antunes, Cristina Mateus, Désirée Pedro, Nuno Sousa Vieira, Pedro Calapez e Sérgio Fazenda Rodrigues.

17/01/2019
Aniversário da Arte
2.º Encontro | Convidados a confirmar


Afonso Laranjeira, André Silva, Artristas, Cristina Mateus, Diogo Pinto, Eduardo Fonseca e Silva & Francisca Valador, E. M. de Melo e Castro, Fernanda Fragateiro, Lea Managil, Maria Miguel von Hafe, Miguel Plantier, Nuno Gonçalves, Nuno Sousa Vieira, Silvestre Pestana, Vicente Mateus, Wolf Wostell e Zé Sousa  

Este círculo, que nunca foi fechado, apresentou-se desde sempre como uma estrutura permeável, interrompida e recetiva à experiência e ao exercício da liberdade. Em suma, este círculo, tal como qualquer entidade viva, é desassossegado, e existe entre o que é e o que poderá ou não vir a ser. Esta exposição formaliza-se enquanto um vínculo, uma dobra no agora, e, neste sentido, esta exposição não é uma exposição: é um círculo aberto, permeável, recetivo, que se apresenta capaz de olhar para trás e fazer outra vez, mais uma vez.

Este círculo, por se configurar como um triângulo equilátero, encontra-se dividido em três simples e diretos acontecimentos: o foco, a estratégia-armadilha e o tempo. Cada um destes acontecimentos se articula ora por justaposição, ora por alternância. O foco é o acontecimento que procura refletir no sentido, na estratégia e no modus operandi de uma coleção de arte pertencente ao CAPC; a estratégia-armadilha procurará ser um dispositivo relacional onde obra e público se encontram; o tempo não é entendido como uma realidade absoluta, mas como um tempo mutante que permite a cada instante reequacionar a direção e o sentido, contribuindo para uma redefinição do lugar.
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