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21:30 até às 23:30
Pulmões

Pulmões

Pulmões é a história de uma conversa: Um casal na casa dos trinta, M e W, durante uma ida ao Ikea discute a possibilidade de ter um filho e do impacto que isso terá neles e no planeta. “Será que sou boa pessoa? Serei um bom pai? Que tipo de mundo herdará o nosso filho? É sensato ou necessário trazer mais uma criança a este mundo?” Um fait-divers, uma conversa casual e inesperada que coloca, num ambiente pret-a- porter, este casal em jogo e com isso confronta-nos a todos com a iminência de uma catástrofe que pode produzir consequências cataclísmicas.

Com encenação de Luís Araújo – que depois de Subterrâneo (2016) volta a assinar uma criação para o Ao Cabo Teatro – Pulmões não é explicitamente uma peça sobre as mudanças climáticas, é uma peça sobre pessoas: um jovem casal confrontado com uma possibilidade inesperada que os leva a reavaliar o resto das suas vidas de uma forma que seja imediatamente reconhecida como possibilidade no presente e a tentar imaginar um futuro reconhecível, que tenha no presente e na sociedade em que agora vivemos uma espécie de manual de instruções.

Escrita por Duncan Macmillan, autor ainda desconhecido em Portugal, Pulmões é talvez a primeira peça a encarar de frente a geração Millennial e as suas inquietações. O seu naturalismo burilado é de uma complexidade impressionante e a contenção da escrita e recusa da mimese realça a sua pungência temática, criando quase uma sensação de teatro radiofónico que potencia a dinâmica deste texto como anatomia de uma relação ao mesmo tempo que extrapola o conjuntural para se situar no universal.
Numa era em que o terrorismo e o aquecimento são fenómenos globais, numa era de crises económicas, políticas e humanitárias, de pegadas ecológicas, escaladas nucleares e outros sinais inquietantes de um futuro cada vez mais presente, a obra de Macmillan explora a nossa relação com os outros e o ambiente e as consequências das nossas acções e, em simultâneo, expõe uma geração que fez da incerteza (económica, social, política, ambiental) um modo de vida. Uma geração que, tal como o planeta, vive num estado de ansiedade perpétua enquanto caminha de forma cada vez mais consciente em direção a um horizonte apocalíptico.

Encenação Luís Araújo
Interpretação Luís Araújo E Maria Leite
Tradução Fernando Vilas-boas
Espaço Cénico E Vídeo António Mv
Construção De Cenografia António Seabra Móveis
Desenho De Iluminação Nuno Meira
Sonoplastia Pedro Augusto
Operação Áudio João André Lourenço
Figurinos António Mv
Assistência E Operação De Iluminação Cláudia Valente
Fotografia E Design Gráfico Sara Pazos
Produção Marca-d’Água / Ana Carvalho, Inês Carvalho e Lemos
Coprodução Ao Cabo Teatro E Centro Cultural Vila Flor
Apoios Sobeber – Unipessoal Lda. | Circolando

Classificação etária: M/16
Entrada gratuita
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