$HIT HAPPENS: IMPÉRIO PACÍFICO (concerto, 23h) BANDIDO$ vs TRA$H CONVERTERS (Dj set) Lounge Rua da Moeda, 1 - Lisboa Império Pacífico é o confronto entre batidas ásperas e sintetizadores apaziguadores, o duo que já se ouve por aí. O movimento da noite sem compromisso, sem etiquetas, só o som e uma meta: a dança idílica. Apresentam o seu novo EP Racing Team, ritmo e expressão cadenciada pela velocidade e o respeito pelo engenho que a conquista. Será esta a entrada para uma larga noite de temas recém-lançados, novas faixas e uma ou outra reinterpretação de clássicos da memória colectiva. https://soundcloud.com/imperiopacifico https://imperiopacifico.bandcamp.com "DUO SADINO EM PLENA ACELERAÇÂO CRIATIVA Música realmente clara, extremamente bem pensada, distinta e acabada, desinteressada em apanhar boleia de lado nenhum. Racing Team’ EP Império Pacífico bandcamp 2018 Duo de Pedro Tavares e Luan Bellussi sediado em Setúbal, acaba de lançar digitalmente o seu mais recente trabalho, depois de outra edição de autor e lançamentos pela Rotten \\ Fresh e Alienação, organismos da Grande Lisboa que têm tido papel preponderante na apresentação de novas propostas de nova música feita no Portugal contemporâneo, nova geração. Em Racing Team, um EP à volta da marca dos 20 minutos, arrancamos com a que será eventualmente a faixa de maior destaque do disco, Sportif Way, com um sample da voz do bad boy da Fórmula 1, James Hunt. É o primeiro (e mais longo) de cinco temas onde vemos os dois jovens músicos na continuação, sempre em progressão e transição, de explorar formas e fórmulas que denotam uma ligação gradualmente em aproximação ao território da música de dança. Acresce a isso a audível e enorme curiosidade do IP em isolar uma série de características estruturais de vários vocabulários musicais, e oferecer-lhes novas casas e contextos onde ressurgir, muitas vezes em combinações improváveis, onde conseguimos detectar as fontes e admirar o funcionamento de como aglutinam com exiguidade universos normalmente distintos. No caso de Sportif Way há reapropriações do uk bass/garage e 2-step a nível da quebra/shuffle rítmica, e a afinação em direcção ao infinito que existe em tantos clássicos metafísicos e funcionalistas da música de dança. Tracker pega nas progressões de acordes tantas vezes utilizadas pela escola criada por DJ Rashad, na sua declinação personalizada do footwork de Chicago que entretanto atomizou um pouco por todo o lado, e que acaba por fazer um rewind cultural associativo até aos Boards of Canada e à viragem de milénio. Amber Kobra Blue pega em samples abstractos mais do domínio do ambient e coloca-os móveis dentro de uma base rítmica que pega em formas africanas como o decalé e o sulafricano kwaito, com resultados infecciosos e duração de rebuçado pop (2m31s). A seguinte :O anda metricamente pelo campo do primeiro electro (no fundo os Kraftwerk e depois Afrika Bambaata) aqui com vários elementos musicais e sonoros sempre mutáveis — o duo não gosta que as coisas estejam demasiado paradas. Na última destas faixas, todas simultaneamente coesas e distintas entre si, estamos num território de fundo tecno, com óptimo trabalho à volta da síncope e dos pratos de choques. O duo está já a desenhar os contornos do seu próximo longaduração a sair pela Rotten \\ Fresh em Junho do próximo ano. É também deste tipo de metodismo, organização e ao mesmo tempo da capacidade de olhar de fora para o trabalho artístico que dá centelha ao Império Pacífico. Música realmente clara, extremamente bem pensada, distinta e acabada, desinteressada em apanhar boleia de lado nenhum, mas em criar de base para perceber o que se fazer com toda a informação acessível e intercruzável" - Pedro Gomes, Público - Ípsilon
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