CATARINA VIEIRA Chego sempre tarde aos funerais importantes “O que é o mundo quando o experimentamos a partir do dois a não do um ? O que é o mundo, examinado, praticado e vivido a partir da diferença e não a partir da identidade?” Alain Badiou Chego sempre tarde aos funerais importantes explora as tensões entre a narrativa do herói solitário — que deve estar sempre preparado para tudo e que se aventura no desconhecido — e os territórios onde as ideias de preparação e de heroicidade são talvez absurdas e problemáticas: o amor e a morte. Este projeto envolve uma pesquisa em torno da iconografia do herói solitário, que é chamado a abandonar o seu mundo e partir em direção ao desconhecido, numa viagem onde enfrenta diferentes provas perigosas, ajudado por poderes mágicos. Sendo uma narrativa antiga ligada a ritos de passagem em diferentes culturas, este mito parece perpetuar-se também no imaginário e na retórica neoliberal. Esta articula-se em torno da figura do explorador livre, do aventureiro corajoso e empreendedor que se arrisca num território desconhecido e volta transformado: mais rico e feliz. Esta é uma apresentação seguida de conversa com o público no âmbito da colaboração entre Teatro Maria Matos e festival Temps d’Images do processo criativo do espetáculo Chego sempre atrasada aos funerais importantes de Catarina Vieira que será apresentado no Teatro Maria Matos de 11 a 14 janeiro 2018 • Rua das Gaivotas6 • entrada livre (sujeita à lotação) mediante levantamento prévio de bilhete no próprio dia a partir das 18h • classificação etária: a classificar pela CCE • coprodução mm • inserido no festival Temps d'Images Lisboa direção artística, criação, texto e interpretação: Catarina Vieira vídeo e apoio dramatúrgico: Cédric Coomans espaço cénico: Tiago Pinhal Costa desenho de luz: Rui Monteiro produção: Catarina Vieira coprodução: Maria Matos Teatro Municipal, DAS Theatre | DAS Graduate School residências artísticas: mala voadora, NAVE apoios: Festival Temps d’Images/Duplacena, OPART/Companhia Nacional de Bailado, Polo Cultural | Gaivotas Boavista/CML projeto apoiado pela bolsa de especialização e valorização profissional em artes no estrangeiro da Fundação Calouste Gulbenkian grupo feedback Catarina Vieira: André Godinho, Cláudia Dias e Vânia Rovisco
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