Começámos esta Nova Criação a formar arquivo, confiando que se captássemos o que fazíamos, poderíamos olhar para o que já se tinha passado. Assim, tentando não perder o fio à meada, procurámos pistas que nos informassem sobre o que poderíamos construir para a frente. A cada nova dança a dois gravámos e projetámos na parede de fundo a filmagem da vez anterior. A partir daqui desenvolvemos um dispositivo cénico que é uma possível materialização do movimento de ida do agora para o passado e para o futuro. Uma mise en abyme ou túnel temporal, que permite ver o que se repete e o que varia, revelando o caminho da construção desta peça. Entusiasmados a responder ao processo, exageramos, e quanto mais nos filmamos, mais nos reproduzimos e mais nos desmultiplicamos, correndo o risco de baralhar imagem com realidade. Filmar é tentar sobreviver, mas é também mostrar uma morte. Daí surge a necessidade de reformulação constante, porque precisamos sempre de continuar. Não precisamos? Filipe Pereira e Teresa Silva Menores de 30 anos 5€ Menores de 18 anos 3€ • Palco da sala principal • 6€ a 12€ • duração: 50 min • M/6 • coprodução mm direção artística, interpretação, cenografia e figurinos: Filipe Pereira e Teresa Silva direção técnica e desenho de luz: Frederico Godinho desenho de som: Rui Dâmaso acompanhamento artístico na residência de novembro 2015: Sabine Macher apoio residências: 23 Milhas - Fábrica Ideias, Gafanha da Nazaré, Walk&Talk - Festival de Artes/Teatro Micaelense, Devir/CAPa, Materiais Diversos/Centro Cultural do Cartaxo e Escola Superior de Dança e O Espaço do Tempo coprodução: Maria Matos Teatro Municipal e Festival Temps d’Images Lisboa apoio à criação: Circular Associação Cultural e Materiais Diversos agradecimentos: David Cabecinha, Horta Seca e O Espaço do Tempo. foto: Maria Gomes
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