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Lançamento do livro “Cronologia Ferroviária Portugal” De José Ribeiro da Silva

Lançamento do livro “Cronologia Ferroviária Portugal” De José Ribeiro da Silva

Lançamento do livro “Cronologia Ferroviária Portugal”
De José Ribeiro da Silva
Dia 20 de Maio 2017, sábado, 15h
Na Biblioteca Municipal

	
Introdução
O «Cronologia Ferroviária Portugal» é um livro que individualiza um dos grandes eventos do século XIX em Portugal e que tem como objectivo, divulgar este tema histórico de uma forma simples para que as gerações actuais e futuras vejam de que o desenvolvimento de muitas das nossas cidades, vilas e povoações se deve em grande parte a este “fenómeno” que atravessou gerações e que se chama «caminho-de-ferro».
Esta “revolucionária” via de comunicação que facilita a deslocação de pessoas e bens através de uma simples «estrada de ferro» ou seja, de uma estrada/caminho sobre a qual estão colocados dois carris paralelos (inicialmente esses “carris” eram de madeira e só começaram a ser em ferro no século XVIII) fixados a travessas de madeira ou betão sobre os quais se deslocam vagonetas, vagões e carruagens puxadas inicialmente por animais e mais tarde por locomotivas a vapor, a diesel ou a electricidade. 
A implantação do caminho-de-ferro não foi pacífica em Portugal como em qualquer país do Mundo e essa oposição, tanto veio dos proprietários dos terrenos por onde o “cavalo de ferro” estaria destinado passar como naturalmente, da parte dos donos e trabalhadores das vias fluvial e marítima, dos barqueiros, dos almocreves, das diligências e curiosamente, também alguns intelectuais causaram grandes confusões com as suas opiniões públicas sobre esse tema mas que com o passar do tempo, prevaleceu a vontade, o querer. 
Os tempos que se seguiram á sua introdução acabaram por ser favoráveis mas para isso acontecer muito contribuiu o aparecimento da máquina a vapor só que décadas depois, já com o caminho-de-ferro a viver um período de estagnação, de adormecimento surgiu um novo “concorrente” que o fez acordar e no final viu-se envolvido numa grave crise: foi o automóvel. Embora fosse uma fase menos boa mas ela durou pouco tempo porque o caminho-de-ferro possuía recursos que o protegiam e o mantinham em superioridade perante qualquer outro transporte terrestre. Este aparente “ataque” acordou um caminho-de-ferro adormecido que perante este facto, passou a conviver com a realidade e os seus responsáveis ao ver as vantagens do transporte rodoviário procuraram a coordenação em vez da oposição, tal como aconteceu no passado com o transporte marítimo e o fluvial no presente. 
Este tema chamado caminho-de-ferro nunca foi consensual na nossa sociedade e é por isso que ele continuará a ser o parente pobre de todos os transportes existentes pois ele foi, é e será sempre motivo de grandes discussões públicas sempre que surja a ideia da construção de uma via-férrea ou até de um simples e necessário melhoramento que em relação a outras vias de comunicação essa discussão raramente existe mas independentemente das discussões, das rejeições e dos conflitos que o caminho-de-ferro tenha tido ao longo da sua existência eles não foram impeditivos, salvo raras excepções de se desenvolver e de atingir a grandeza que tem. 
Este livro tem a particularidade de divulgar todos os troços de vias-férreas construídas no país quer sejam de minas, do americano, do comboio, do funicular, do eléctrico e do metro; as diversas empresas que construíram caminhos-de-ferro; as obras de arte mais significativas; as paragens; o material circulante das vias-férreas portuguesas; as ocorrências no caminho-de-ferro e no material circulante, em Portugal e em certos casos no estrangeiro; alguns contractos comerciais e por fim, é feita referência às personalidades mais emblemáticas que procuraram o comboio para se deslocarem. 
Espero que a simplicidade do conteúdo deste livro esteja ao nível do título atribuído de «Cronologia Ferroviária. Portugal» e que ele seja, um ínfimo contributo para aquilo que ele representou e representa na nossa sociedade.

Nota do autor
Chegou ao fim este livro de «Cronologia Ferroviária. Portugal», um trabalho feito com muito prazer e dedicação por um tema cuja história é enormíssima e que no final, o conteúdo acaba por ser insignificante para a grandiosidade que o caminho-de-ferro representa na nossa sociedade. 
A divulgação desta obra referente a este fenómeno criado no século XIX, o mesmo que “transportou” até aos nossos dias muitas das histórias extraídas para este exemplar, é um trabalho de lazer “amealhado” ao longo de três décadas de muita paixão que me deu um prazer incomensurável na sua realização e acaba por me deixar extremamente feliz, especialmente por ter a noção de que o conteúdo deste livro perdurará para sempre como testemunho ao “encontro” das futuras gerações. Fascinei-me por este tema naturalmente, pois o caminho-de-ferro fez parte da minha vida familiar desde que nasci e assim se prolongou até aos dias de hoje. Sou natural de uma freguesia de Cinfães do Douro, local onde nasci na década de cinquenta do século passado e por isso, não foi estranho dedicar-me com afinco a este tema, depois de ter representado a CP durante 41 anos. Espero que gostem deste singelo exemplar que dedico aos meus netos e á minha esposa, Rosalina Fernandes pelo apoio que me deu mas antes de terminar não posso deixar de agradecer às entidades: 
CP - Comboios de Portugal
Refer
Museu Nacional Ferroviario
Associação Portuguesa dos Amigos dos Caminhos de Ferro - APAC
Câmara Municipal da Póvoa de Varzim
Câmara Municipal de Palmela
Câmara Municipal de Évora
Carris de Ferro de Lisboa
Carris de Ferro do Porto - STCP
Metropolitano de Lisboa
Metro do Porto
Metro Sul Tejo
Biblioteca Municipal de Cascais
Biblioteca Municipal de Entroncamento
Biblioteca Municipal Rocha Peixoto
Biblioteca Municipal de Viseu
Particularmente agradeço aos amigos António Luís Ozório Pinto, António Abel Cerqueira, Manuel de Paiva Ribeiro, Dr. Rosa Gomes, Eng. Óscar Ribeiro, Eduardo Brito, José Cardigos, Alain Cazal, Olivier Couteau, José Mendonça e a todos aqueles que ao longo destas duas décadas, directa ou indirectamente me ajudaram neste trabalho, especialmente a Manuel Ribeiro e outros autores pelas fotografias desta obra, pois a todos vós humildemente expresso os mais sinceros agradecimentos e o meu muito obrigado pois ficarei eternamente grato pelas vossas simples mas grandes ajudas.
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