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Cordas a Dois
São grandes figuras da cultura europeia, autores de obras monumentais: Beethoven, com a Sinfonia N.º 9 e a Missa Solemnis; Haydn, com a oratória A Criação e a sinfonia Londres; Mozart, com a ópera Don Giovanni e o Requiem; Rossini, com as óperas Guilherme Tell e O Barbeiro de Sevilha. Mas o que é que acontece quando a música de cada um deles se restringe a recursos mínimos? Um violino e um contrabaixo bastam para passarmos um bom pedaço a contemplar traços inconfundíveis, como se se tratasse de uma pequena exposição de esquissos que revelam elementos essenciais. O duo de Beethoven terá sido composto originalmente para clarinete e fagote, provavelmente ainda na juventude, num registo leve e quase dançante. Abre caminho para o discurso cristalino de Haydn, ainda com reminiscências barrocas. Segue-se a aparente facilidade de Mozart, num duo composto durante uma visita familiar a Salzburgo, numa altura em que já encantava Viena. Por fim, ouvimos o dueto que Rossini compôs em Londres, no auge da fama, para uma soirée em que brilhava o célebre contrabaixista Domenico Dragonetti.
Cordas a Dois
Solistas da Metropolitana
L. v. Beethoven Duo N.º 2, WoO 27 (arr. F. Proto)
J. Haydn Sonata em Sol Maior, Op. 8/5 *
W. A. Mozart Duo em Sol Maior, KV 423 *
G. Rossini Dueto *
* (arr. D. Tzonkova e E. de Conca)
Diana Tzonkova violino
Ercole de Conca contrabaixo
Fonte: https://www.metropolitana.pt/programacao/cordas-a-dois-2/
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