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Growing up red + O meu outro país // ciclo de cinema «Melancolias revolucionárias»
13 de Julho às 21h
GROWING UP RED
George Fu, Emily Zheng
2015, 19'Recordações de uma mulher que cresceu durante a Revolução Cultural na China.
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O MEU OUTRO PAÍS
Solveig Nordlund
2014, 54’O MEU OUTRO PAÍS, que começa e acaba com imagens da manifestação comemorativa do 40º aniversário do 25 de Abril, em 2014, é um filme de memórias (mas também, como o título do filme de Oliveira, de confissões). Um relato na primeira pessoa, balizado pelo tempo da estadia da realizadora em Portugal, ou seja, do final dos anos 60 ao início dos anos 80. Simbolicamente, desde a famosa
queda de Salazar da cadeira, até ao fim do sonho (e da ressaca) de uma tentativa de revolução: a campanha presidencial de Otelo em 1976. Como se diz no filme, tudo aconteceu muito depressa: o colapso do Estado Novo, a Revolução, o seu abrupto desfecho e um curto período (a tal ressaca) até o país entrar naquilo a que
se chamou (e chama) a “normalidade democrática”. (João Pedro Bénard)Ciclo de cinema
𝑴𝒆𝒍𝒂𝒏𝒄𝒐𝒍𝒊𝒂𝒔 𝒓𝒆𝒗𝒐𝒍𝒖𝒄𝒊𝒐𝒏𝒂́𝒓𝒊𝒂𝒔𝐒𝐞𝐠𝐮𝐧𝐝𝐚𝐬-𝐟𝐞𝐢𝐫𝐚𝐬 𝐚̀𝐬 𝟐𝟏𝐡
—filmes apresentados e discutidos em sessão—Este ciclo teve origem no livro de Enzo Traverso «Melancolia de esquerda». Um livro de 2015 em que se procurava repensar a transformação social no sentido da emancipação humana e da igualdade, num tempo em que a sua memória parecia perdida, ocultada ou esquecida.
Esse livro, para além de reflectir sobre a possibilidade de resgatar a ideia socialista na sequência dos seus falhanços históricos, fala também de cinema: de filmes de artistas politicamente comprometidos com a transformação do mundo, colocando como princípio a igualdade ao centro. E também de filmes que reflectem, a seu modo, sobre as derrotas de revoltas e revoluções passadas, questionando que rasto nos deixam, que acções políticas nos exigem ou sugerem. Filmes ainda que, sem terem de ser «históricos», reflectem sobre o passado de forma política e poética, estimulando o pensamento crítico.
Melancolia não significa necessariamente dor e nostalgia. Pode significar antes a busca, entre as ruínas, de ideias e gestos de emancipações que ficaram por cumprir, de histórias que se ocultaram, de esperanças transformadoras que podem de novo emergir.
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