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Günter Grass, Fazer de Estátua

Günter Grass, Fazer de Estátua

literatura

Desde a publicação de O Tambor de Lata, em 1959, Günter Grass, Prémio Nobel da Literatura de 1999, afirmou-se como representante de uma geração que tendo crescido durante o nazismo desafiou a complacência da Alemanha do pós-guerra, explorando o conceito de culpa e as traumáticas repercussões do passado na sociedade germânica contemporânea.

Escritor exuberante do ponto de vista linguístico e de grande capacidade inventiva, cultiva um estilo por vezes caracterizado de barroco.

Na polémica autobiografia Descascando a Cebola (2007) confessou ter pertencido na juventude, às Waffen-SS, uma força de elite nazi. Foi acusado de hipocrisia e perda de autoridade moral, mas a severidade da autocrítica e o sentimento de culpa constituem, afinal, o fundamento do debate ético que enforma a sua ficção.

Fazer de Estátua, obra póstuma, recentemente publicada em Portugal, relata uma viagem pela República Democrática Alemã, na década de 1980. Um dia, na Catedral de Naumburgo, o narrador depara com a mulher mais bela da Idade Média, Uta de Naumburgo, representada numa das doze estátuas alusivas aos fundadores do edifício. Obcecado por Uta (ou pela rapariga que lhe servira de modelo ou pela jovem que simplesmente «faz de estátua» nas ruas de diversas cidades), procura-a por toda a Europa, num romance que entretece passado e presente.

Em mais uma sessão de Ler com Goethe – À Descoberta da Literatura de Expressão Alemã, Gilda Lopes Encarnação e a dramaturgista e tradutora Vera San Payo de Lemos conversam sobre esta narrativa de grande subtileza, até agora desconhecida do público-leitor.

Ficha técnica:

com Gilda Lopes Encarnação e Vera San Payo de Lemos

Fonte: https://agendalx.pt/events/event/gunter-grass-fazer-de-estatua/
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