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Apresentação do livro Benedita e o padre Tomás, de Pintomeira Apresentação a cargo de José Manuel Me
Grátis
SINOPSE
Benedita, a zeladora do altar-mor da igreja paroquial de Tourela, sucumbiu à labareda de uma paixão proibida e irrefreável. Vencida pela fragilidade humana perante a chama irresistível do amor carnal, ela entregou-se, de corpo e alma, ao abraço inflamado do padre Tomás, na penumbra silenciosa da sacristia. No mais profundo de si, sentiu que aquele abraço era abençoado. Embora, ambos reconhecessem a transgressão à disciplina da Igreja Católica, sentiram que, aquele amor estava isento de culpa ou pecado, aos olhos de Deus. Não é dado ao homem o poder de aprisionar ou punir a força nobre dos sentimentos que floresceu no coração daqueles dois seres humanos: um amor pleno e autêntico, livremente consentido e correspondido.
Antes que o castigo advindo da transgressão do Cânone 277 §1 da Igreja Católica pudesse ser executado contra o bondoso Padre Tomás, uma tragédia antecipou-se e selou o seu destino.O trágico desfecho daquela relação amorosa expõe, de forma pungente, a contradição entre o cânone e a natureza humana, entre a proibição e a liberdade de amar.
O AUTOR
Nasce em Deocriste, Viana do Castelo (1946). Pintomeira é um artista plástico e ensaísta. Em 1965 desiste da Escola Superior de Belas Artes da Universidade do Porto (FBAUP), hoje Faculdade de Arquitetura (FAUP) e da sua formação nessa área, optando por uma carreira nas Artes Plásticas (Pintura).
Entre 1967 e 1972 encontra-se em Lisboa e convive com Mário Cesariny, Cruzeiro Seixas, Raul Perez, os escritores Luis Pacheco, Natália Correia e outros artistas do movimento surrealista. Em fins de 1972 parte para Paris. Após uma curta permanência na capital francesa, viaja para Amesterdão, capital dos Países Baixos, onde fixa residência e onde permanece durante 27 anos. Abandona a escrita e frequenta, entre 1977 e 1980, o Instituto CREA Amsterdam (Cultureel Studentencentrum van de Universiteit van Amsterdam), onde estuda Pintura. Em 1999 deixa Amesterdão e regressa a Portugal, onde dá continuidade ao seu trabalho criativo.
Na sua já longa carreira, foram criados cerca de novecentos trabalhos, abarcando 18 temas diferenciados, em múltiplas técnicas e disciplinas, mormente pintura, fotografia, arte digital, ilustração e arte pública. Centenas de trabalhos fazem parte de coleções privadas, coleções públicas e institucionais espalhadas por diversos países da UE, Inglaterra, USA, Canadá, Israel, Brasil e Japão. Os seus trabalhos encontram-se publicados em diversos catálogos e livros. Como ensaísta, Pintomeira tem diversos ensaios publicados.Entrada livre, sujeita à lotação do espaço.
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