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Becoming Opaque. A opacidade como resistência ao estereótipo fílmico
Quarta-feira, 15 de Abril, às 18h
Becoming Opaque. A opacidade como resistência ao estereótipo fílmico, por Paula Albuquerque. Comentário: Luís Trindade | Oficina de História e ImagemO meu trabalho debruça-se sobre o cinema documental colonial a partir de uma perspetiva histórica, decolonial e anarquivista. Como artista e investigadora portuguesa, com ascendência indiana, e a residir entre Lisboa e Amesterdão, abordo os cinemas coloniais português e holandês enquanto formas de proto-vigilância, com enfoque nas políticas da representação. Investigo de que modo as técnicas cinematográficas contribuíram para a subjectificação dos povos indígenas nas ex-colónias europeias, ao construírem identidades visuais do “outro” que os posicionaram como subalternos e cujos ecos persistem em sistemas de vigilância contemporâneos. A minha prática anarquivista adopta estratégias visuais emancipatórias através da investigação artística, desafiando modos expropriadores de representação colonial.
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