18:00
Da morte do Teatro e da sua reencarnação! | Ciclo de Conversas
Grátis
120 minutos
Entrada livreEsta será uma mesa-redonda numa atmosfera descontraída e desejavelmente vibrante sobre o Teatro, abordando-o desde a sua ancestralidade até à contemporaneidade através de vozes transgeracionais em nome individual e coletivo. Procuraremos divagar de que é feito o Teatro hoje e que lugar ou não-lugares ocupa na vida de quem faz e de quem vê.
Este ciclo de conversas descomprometidas, pretende debater e questionar as Artes nas suas diversas vertentes e estimular o interesse pelo universo artístico.
Os convidados irão trazer ao público novos conhecimentos, métodos de trabalho, processos criativos, paradigmas, pensamentos e estéticas num contexto de partilha transgeracional, individual e coletiva.Curadoria e Moderação: Nelson Guerreiro (Bóia - Associação Cultural)
Convidados:
Cátia Tomé (Colectivo SillySeason)
João de Brito (LAMA Teatro)
Mónica Calle (Atriz)Este evento é realizado em parceria com a Bóia - Associação Cultural, o Município de Lagoa e o Auditório Municipal de Lagoa.
Nota biográfica dos convidados:
Cátia Tomé
Criadora e intérprete, cofundadora do coletivo Silly Season onde desenvolve trabalho centrado nas artes performativas e suas linguagens contemporâneas.
Formou-se em Teatro pela Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa e Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, tendo frequentado a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e o Centro de Estudos Jornalísticos Cenjor.
Destacam-se as colaborações em projetos de outros criadores como Day For Night e Fim da Fita (2014), ambos de Cão Solteiro e André Godinho para a Culturgest, BAD TRIP (2014) de Ana Sampaio e Maia para o Kunstfestival Begehungen, Choro Falso (2012) do artista visual brasileiro Bruno Moreschi para a Unicamp, Ensaio (2012) de Dinis M. Costa e Wrathful love line, like love (2011) de A Tua Prima.
É atriz regular nos filmes de Marco A. Laureano e tem participações especiais em produções para a televisão. Exerceu trabalho enquanto formadora (2010-2019).
Integrou a residência de criação MAKE em Annaghmakerring, Irlanda (2018) e é atriz e criadora convidada pelo Institut Français du Portugal para as edições NLE (2019-2020).João de Brito
Nasceu em Faro. Licenciado em Teatro – Formação de Actores, pela Escola Superior de Teatro e Cinema. Mestrado em Práticas Culturais para Municípios pela FCSH (Univ. Nova de Lisboa). Concluiu a Pós-Graduação em Práticas Artísticas e Inclusão Social na
Universidade Católica de Portuguesa.
No LAMA Teatro encenou recentemente os espetáculos: Menina Júlia (coprodução Teatro da Trindade Inatel); Requiem para uma carrinha (coprodução Teatro das Figuras); O Pior Professor do Mundo (coprodução Cineteatro Louletano e Município de Lagos); A minha
casa é a A2; Batalha (coprodução Teatro Nacional D.Maria II e Teatro das Figuras); As Leis Fundamentais da Estupidez Humana (coprodução Teatro da Trindade); O Valor das Pequenas Coisas (coprodução http://Lu.Ca/ - Teatro Luís de Camões), entre outros.
Como actor colaborou com as estruturas: Artistas Unidos, Colectivo 84, Casa Branca, Formiga Atómica, Lavrar o Mar, Palco 13, Primeiros Sintomas, Projecto Ruínas, Rumo do Fumo, Teatro oBando, Teatro dos Alóes, Teatro da Sibila, Teatro Experimental de Cascais e Teatro Experimental do Porto.
Trabalha regularmente em cinema, televisão, publicidade e locuções. Colaborou com o Serviço Educativo da Culturgest entre 2010 e 2016. Em 2024, recebeu a medalha da mérito - grau ouro do Município de Faro. Cofundador e Diretor Artístico do LAMA Teatro e da MOCHILA - Festival Internacional de Teatro para Crianças e Jovens.Mónica Calle
Mónica Calle fundou a companhia de teatro Casa Conveniente em 1992. Virgem Doida, um “monólogo-striptease” feito a partir de Rimbaud, foi o manifesto fundador que firmou a premissa de um teatro despojado e assente na palavra, na proximidade, na partilha.
Prossegue a sua reflexão sobre as estéticas de recepção, de que foram paradigmáticos Rua de Sentido Único (2003) e Lar Doce Lar (2006), monólogos para dois, e um espectador, respectivamente.
Mantendo a palavra como ponto de partida de toda a construção imagética e cénica, Mónica Calle abordou autores como Peter Handke, Thomas Bernhard, Beckett, Pirandello, Tchékhov e Strindberg. Por Recordações de uma Revolução, no âmbito do Ciclo Heiner Müller, recebeu o Prémio Autores 2012 SPA/RTP na categoria “Teatro – Melhor Espectáculo”. Paralelamente, desenvolveu um projecto de formação de actores
em meio prisional, tendo produzido dois espectáculos com o grupo de teatro do Estabelecimento Prisional de Vale de Judeus.
Como actriz, participou em diversas longas e curtas-metragens, nomeadamente Casa de Lava (1994) de Pedro Costa, Fado Majeur et Mineur (1994) de Raúl Ruiz, A Costa dos Murmúrios (2004), de Margarida Cardoso, O Filme do Desassossego (2010), de João Botelho e Cinzento e Negro (2015), de Luís Filipe Rocha.
Em 2014, a companhia migra do Cais do Sodré para a Zona J de Chelas através de uma digressão de espectáculos pela cidade de Lisboa, a partir de A Boa Alma de Setsuan e Os Sete Pecados Mortais dos Pequenos Burgueses de Brecht. No ano seguinte, alia-se à associação Filho Único na criação do “Zona Não Vigiada”, um festival de música que visou criar novos públicos e dinamizar a periferia da cidade.
No verão passado, estreou Rifar o Meu Coração, um “workshop-espectáculo” que, de Chelas, seguiu viagem para o Porto e para o Alentejo. Desafiando os esquemas convencionais de circulação, a peça envolvia uma semana de ensaios com a população de cada localidade e outra de apresentações públicas gratuitas.
Foi a síntese desse ano de pesquisa “radicalmente site-specific” que Mónica Calle apresentou em Março deste ano no Teatro Nacional D. Maria II no espectáculo Ensaio para uma Cartografia, e cuja versão actualizada apresentará nesta edição do Lisbon & Sintra Film Festival.
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