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Oficina + Conversa + Exposição * Por Andrea Ebert

Oficina + Conversa + Exposição * Por Andrea Ebert

Três ações na Biblioteca de Belém dia 21 de fevereiro por Andrea Ebert.


- Oficina Zine - Os participantes terão a oportunidade, na prática, de construir um zine. Dia 21 de fevereiro das 15h30 às 17h - a partir dos 12 anos.*


- Conversa sobre o zine AVESSO - Andrea Ebert falará sobre o processo e as suas descobertas na biblioteca The Feminist Library em Londres. Dia 21 de fevereiro das 15h30 às 17h - para todas as idades.*


- Exposição - Estudo gráfico do AVESSO - Entre os dias 11 a 26 de fevereiro, no horário da Biblioteca de Belém.


* Entrada gratuita com marcação prévia - bib.belem@cm-lisboa.pt


O Zine Avesso é um recorte do percurso investigativo na biblioteca The Feminist Library em Londres. Foi lançado em novembro de 2025 na livraria Greta e está patente na exposição MATASSA em Beja. Este trabalho foi desenvolvido a partir do projeto “Como estar disponível numa biblioteca?” Consiste em achar livros aleatoriamente, convidando pessoas a escolherem coordenadas e assim formar uma acervo onde não há categorias e sim etapas de construção.


Enquanto são achados livros, uma tapeçaria é bordada, materializando assim o volume de participações realizadas. Esse projeto teve início na biblioteca “ACC Library Park” na Coreia do Sul, duas bibliotecas em Portugal, uma no Brasil e no zine podemos conferir os periódicos achados aleatoriamente na biblioteca “The Feminist Library” em Londres. Lá há uma coleção iniciada nos anos 60 e ainda hoje podemos encontrar lançamentos de zines e publicações feministas de grande valor.


E por que ir a uma biblioteca com esta temática? Achei importante confrontar um arquivo e perceber o que somos agora como sociedade. bell hooks em seu livro “Teoria Feminista da Margem ao Centro” comenta que “O movimento feminista criou mudanças positivas profundas nas vidas de raparigas e de rapazes, de mulheres e de homens que vivem na nossa sociedade, num sistema político de patriarcado capitalista, imperialista e supremacista branco. E, apesar de a crítica ao feminismo se ter tornado banal, a realidade permanece: todos beneficiaram das revoluções culturais postas em prática pelo movimento feminista contemporâneo. (...) No entanto, o movimento feminista não criou uma revolução feminista constante. Não acabou com o patriarcado nem erradicou o sexismo, nem a exploração e a opressão sexistas. Como consequência, as conquistas feministas estão sempre em risco.” Acredito que este risco pode ser mais grave quando não olhamos para trás. Ao olhar para estes periódicos, percebo que conquistamos algumas coisas, mas ainda temos muito para lutar.


Ao revirar uma biblioteca ao AVESSO podemos encontrar livros que não estávamos à espera. Estes encontros podem virar surpresas, confirmações, construir relações e promover vontades de conhecer ainda mais sobre alguma coisa. O AVESSO aparece quando há uma curiosidade em espreitar o estado da superfície do outro lado. Uma inversão de perspectiva para tentar perceber o que não se percebe. 


Também há um pensamento do visível e do invisível. Sabemos que este invisível está lá presente mas só é revelado quando há um movimento. Um exemplo descrito por Merleau-Ponty é quando retiramos uma luva ou um casaco às pressas e percebemos que esse objeto tem dois lados distintos, que, embora diferentes, não estão separados, mas entrelaçados.



Andrea Ebert é artista contemporânea brasileira e vive em Lisboa desde 2012. Participa de exposições coletivas e individuais desde 2006, como a Exposição Internacional Contextile 2022, em Guimarães. Também foi artista residente pelo Plano Nacional das Artes, em Cascais e na Coreia do Sul, no programa Horangashi Creative Studio em 2018, entre outros.


O seu trabalho investiga como as construções de acesso podem abrir novas possibilidades de perceção. As relações inter-ambientais se formam a partir do convite à participação e do diálogo com o espaço público — como bibliotecas, pessoas, objetos, a natureza e o trânsito entre o familiar e o não familiar. Essa pesquisa se manifesta por meio de workshops, videoarte, publicações, gravuras, fotografias e trabalhos têxteis.


@andrea_ebert_art  |  www.andreaebert.me


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