Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema
Rua Barata Salgueiro, 39 - Lisboa Ver website
08/01/2026, 18h30 | Sala M. Félix Ribeiro | Maya Deren: No Cinema Posso Fazer o Mundo Dançar
THE WITCH’S CRADLE
de Maya Deren
com Marcel Duchamp, Pajorita Matta
Estados Unidos, 1944 – 13 min / mudoRITUAL IN TRANSFIGURED TIME
de Maya Deren, Alexander Hammid
com Anaïs Nin, Rita Christiani, Maya Deren, Frank Westbrook
Estados Unidos, 1946 – 15 min / mudoMEDITATION ON VIOLENCE
de Maya Deren
com Chao-li Chi
Estados Unidos, 1948 – 12 min / sem diálogosENSEMBLE FOR SOMNAMBULISTS
de Maya Deren
Estados Unidos, 1951 – 7 min / sem diálogosTHE VERY EYE OF NIGHT
de Maya Deren
Estados Unidos, 1955-59 – 15 min / sem diálogos
duração total da projeção: 61 min | M/12A sessão será seguida de uma conversa no final da projeção com Joana Ascensão, Mariana Bicudo Cunha, Sílvia Pinto Coelho e Ana Rito.
THE WITCH’S CRADLE, colaboração de Deren com Marcel Duchamp, foi concebido como uma exploração das qualidades mágicas dos objetos surrealistas presentes na galeria nova iorquina onde o artista costumava expor. Filme inacabado, revela-nos uma sequência coreografada de movimentos entre as figuras e a câmara. RITUAL IN TRANSFIGURED TIME desafia o tempo e o espaço dos corpos filmados em diferentes cenários. Simbolismo e câmara lenta contribuem para a atmosfera quase kabuki em que se envolve Deren, Anaïs Nin, e Rita Christiani, ex-bailarina da Katherine Dunham Dance Company. Sobre MEDITATION ON VIOLENCE Deren escreveu: “Concebi filmar como uma espécie de cubismo no tempo (…)”, deslocando o eixo do espaço para o tempo. ENSEMBLE FOR SOMNAMBULISTS foi produzido enquanto lecionou um workshop na Toronto Film Society, sendo considerado por muitos como um esboço para THE VERY EYE OF NIGHT. Este, por sua vez, é o último filme completo de Maya Deren. Realizado em colaboração com o coreógrafo Antony Tudor e a Metropolitan Opera Ballet School, foi inteiramente fotografado em negativo, e a banda sonora, acrescentada em 1959, é de autoria de Teiji Ito, então marido de Deren. Aqui os bailarinos parecem flutuar no espaço celeste, que nos liberta de referências e da narrativa, revelando-nos um universo interior num estado entre a vigília e o sono. A apresentar em cópias de 16mm, com exceção do primeiro filme, exibido em cópia digital. ENSEMBLE FOR SOMNAMBULISTS é uma estreia na Cinemateca.
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