Câmara Municipal Do Seixal
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Em fevereiro de 1996, o Seixal Boletim Municipal noticiava: «Cerca de 1500 alunos e professores estiveram envolvidos na iniciativa Sessões de Contos Populares Africanos, que decorreu no âmbito do projeto “À Descoberta da Cultura Africana”, promovido pela Câmara Municipal».
Trinta anos depois, três dos obreiros dessas «sessões», dois narradores (Ângelo Torres e António Fontinha) e uma editora (Raja Litwinoff), reencontram-se na Biblioteca Municipal do Seixal para nos trazerem mais histórias. Contos que nos ajudam a descobrir os melhores caminhos.
Sobre os dinamizadores
António Fontinha nasceu em Lisboa, em 1966, e viveu em Angola até 1974. Concluiu o primeiro ano do Curso de Teatro da Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa (1985-1986), trabalhou como ator em diversas produções e, em 1992, começou a contar histórias no Centro Educativo da Bela Vista, ao serviço do Chapitô. É um dos pioneiros da narração oral em Portugal e vive exclusivamente de contar histórias desde 1995.
A base do seu repertório são temas da tradição oral portuguesa e, paralelamente à atividade de narrador, conduziu campanhas de recolha de contos tradicionais por todo o território nacional.
Ângelo Torres nasceu na Guiné Equatorial, mas as suas raízes estão em São Tomé. A sua experiência de vida passa por África, Europa e América do Norte. Apesar de ser formado em Engenharia Termodinâmica, licenciatura tirada em Cuba onde viveu sete anos, Ângelo Torres passou para o mundo da representação, uma mudança que veio a provar ser das decisões mais significativas na sua vida. Hoje é dos atores negros com maior currículo em Portugal, mas conforme o próprio afirma: «se me fossem perguntar do que mais gosto, acho que é de contar histórias, o contar histórias sou “eu”.»
Raja Litwinoff é uma germano-russa crescida em Portugal, com experiência em educação/formação linguística na Alemanha (aulas de integração para imigrantes) e em Portugal (coordenação de um projeto de educação bilingue com crianças de origem cabo-verdiana).
Trabalha desde 1996 na cooperação para o desenvolvimento, com especialização em metodologias participativas, organizações de base comunitária e género. Em 2012, regressou à área das letras sob a forma de ativismo cultural, através de vários projetos virtuais e na vida real ligados à divulgação de literaturas e línguas africanas em Portugal, nomeadamente para públicos africano e de origem africana.
Fonte: https://www.cm-seixal.pt/evento/velhos-contos-para-aconchegar-o-ano-novo
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