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As estátuas também morrem + A parada dos monstros // ciclo de cinema «CENSURA(S) NAS DEMOCRACIAS»

As estátuas também morrem + A parada dos monstros // ciclo de cinema «CENSURA(S) NAS DEMOCRACIAS»

O ciclo «O FILME PROIBIDO É O MAIS APETECIDO- CENSURA(S) NAS DEMOCRACIAS - II» continua em Novembro.

𝟏𝟕 𝐍𝐨𝐯𝐞𝐦𝐛𝐫𝐨
AS ESTÁTUAS TAMBÉM MORREM
Alain Resnais, Chris Marker e Ghislain Cloquet
1953 (30')
+
A PARADA DOS MONSTROS
Tod Browning
1932 (62')

AS ESTÁTUAS TAMBÉM MORREM nasce de uma encomenda da revista Présence Africaine a dois cineastas para reflectir sobre o estatuto da arte negra. Exemplo pioneiro da escola do 'cinéma verité', teve estreia no Festival de Cannes, mas foi depois proibido em França durante 15 anos por pôr sal nas feridas do colonialismo francês.

A PARADA DOS MONSTROS (Freaks, no original), hoje um filme de culto, foi à época considerado demasiado grotesco e teve quase 30 minutos de duração cortados pelos estúdios MGM. As cenas cortadas não foram guardadas e a versão original perdeu-se. A produtora MGM acrescentou depois ao filme um final feliz.

𝐒𝐨𝐛𝐫𝐞 𝐨 𝐜𝐢𝐜𝐥𝐨:
Censurar, proibir, limitar, cortar, condenar, eliminar, pressionar e ameaçar filmes, documentários ou até mesmo, desenhos animados, são comportamentos e atitudes que normalmente associamos a regimes políticos não democráticos. Então, e as nossas bem-amadas e bem-intencionadas democracias? Também metem a tesoura ou o lápis no cinema? Impõem limites? Censuram? Proíbem? Há sempre espaço na sociedade democrática para censuras formais e institucionais ou também oficiosas e dissimuladas. O poder, seja qual for a sua natureza, tem sempre os seus apetites e desejos. E o capital também.

Mas, se na vida é comum proibir, também é bastante frequente transgredir ou resistir. Os objectos, as ideias, os sentimentos ou os comportamentos proibidos/ censurados exercem sempre um fascínio poderoso sobre os protagonistas e também sobre os espectadores, leitores ou curiosos. O proibido ou o censurado valem o que valem. A Pandora não resistiu e abriu a caixa, a Eva comeu e deu a provar o fruto da árvore do conhecimento, o D. Quixote libertou um grupo de condenados às galés, Romeu e Julieta casaram-se e até o Obélix, que estava proibido de voltar a beber a poção mágica, a bebeu às escondidas e transformou-se em pedra. Neste ciclo vamos ver e ouvir o que alguém, num determinado tempo não quis que fosse visto, ouvido, comentado ou partilhado. No fim de contas, a censura não venceu e nenhum destes filmes nos deixa indiferentes.

Programação e folhas de sala: Miguel Baltazar

Próximo filme:

𝟐𝟒 𝐍𝐨𝐯𝐞𝐦𝐛𝐫𝐨
BOM POVO PORTUGUÊS
Rui Simões
1980 (133')

>> segundas-feiras às 21h
>> na Casa da Achada: Rua da Achada, 11
>> filmes legendados ou falados em português

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