21:00
Fireworks + La Ricotta + Scorpio Rising / ciclo de cinema «Censura(s) nas democracias»

Fireworks + La Ricotta + Scorpio Rising / ciclo de cinema «Censura(s) nas democracias»

𝟐𝟕 𝐎𝐮𝐭 𝟐𝟏𝐡
FIREWORKS
Kenneth Anger
1947
20 min
+
LA RICOTTA
Pier Paolo Pasolini
1963
40 min
+
SCORPIO RISING
Kenneth Anger
1964
30 min

Nesta sessão, dois curtos filmes de Kenneth Anger, e um de Pier Paolo Pasolini.

Fireworks é um relato autobiográfico do despertar do desejo. Filmado quando Kenneth Anger tinha apenas 17 anos, o filme é a fantasia sadomasoquista de um jovem, interpretado pelo próprio Anger adolescente, que sonha ser sexualmente atacado por um grupo de marinheiros.

Scorpio Rising foi denunciado durante as suas primeiras exibições por alguns membros do Partido Nazi Americano, que telefonaram anonimamente para a polícia de crimes morais em Los Angeles e o denunciaram como obsceno. A polícia apreendeu o filme e prendeu o gerente do cinema, depois libertado mediante fiança.

Ricotta, de Pasolini, levou à condenação em primeira instância do realizador a quatro meses de prisão e a uma multa pesada por “difamação da religião do Estado”, em Março de 1963. Pasolini acabou por ser absolvido no recurso. O seu julgamento, que ocorreu enquanto decorria o Concílio Vaticano II e em plena época eleitoral na Itália, revelou tensões políticas, teológicas e estéticas intrínsecas ao próprio fenómeno religioso em nome do qual o cineasta estava a ser julgado.

CICLO «O FILME PROIBIDO É O MAIS APETECIDO- CENSURA(S) NAS DEMOCRACIAS - II»

Censurar, proibir, limitar, cortar, condenar, eliminar, pressionar e ameaçar filmes, documentários ou até mesmo, desenhos animados, são comportamentos e atitudes que normalmente associamos a regimes políticos não democráticos. Então, e as nossas bem-amadas e bem-intencionadas democracias? Também metem a tesoura ou o lápis no cinema? Impõem limites? Censuram? Proíbem? Há sempre espaço na sociedade democrática para censuras formais e institucionais ou também oficiosas e dissimuladas. O poder, seja qual for a sua natureza, tem sempre os seus apetites e desejos. E o capital também.

Mas, se na vida é comum proibir, também é bastante frequente transgredir ou resistir. Os objectos, as ideias, os sentimentos ou os comportamentos proibidos/ censurados exercem sempre um fascínio poderoso sobre os protagonistas e também sobre os espectadores, leitores ou curiosos. O proibido ou o censurado valem o que valem. A Pandora não resistiu e abriu a caixa, a Eva comeu e deu a provar o fruto da árvore do conhecimento, o D. Quixote libertou um grupo de condenados às galés, Romeu e Julieta casaram-se e até o Obélix, que estava proibido de voltar a beber a poção mágica, a bebeu às escondidas e transformou-se em pedra. Neste ciclo vamos ver e ouvir o que alguém, num determinado tempo não quis que fosse visto, ouvido, comentado ou partilhado. No fim de contas, a censura não venceu e nenhum destes filmes nos deixa indiferentes.

Programação e folhas de sala: Miguel Baltazar

Recomendamos que confirme toda a informação junto do promotor oficial deste evento. Por favor contacte-nos se detectar que existe alguma informação incorrecta.
Download App iOS
Viral Agenda App
Download App Android