A heráldica fornece um vivo testemunho da regeneração que a vila de Cascais conheceu durante a segunda metade do século XIX, quando se projetou como sede privilegiada de vilegiatura da alta sociedade portuguesa.
Os sinais heráldicos disseminados pela vila dão conta de como a aristocracia de corte se apropriou dos seus espaços, moldando-os segundo um padrão de disseminação que tinha como epicentro a própria família real, propagando-se depois pelas casas titulares, pela nobreza não-titular e pelos homens de finanças que se juntaram a esta elite.
A Torre de São Sebastião, erguida em princípios do século XX pelo banqueiro Jorge O’Neill, espelha de forma exemplar este comportamento mimético, quer pelos emblemas aí colocados pelo seu fundador, quer pelos que foram depois introduzidos pelo segundo proprietário, Manuel de Castro Guimarães, primeiro conde do mesmo nome.
Jorge O’Neill e o Conde Manuel de Castro Guimarães disseminaram por este edifício os sinais das suas pretensões genealógicas e nobiliárquicas, culminando, em ambos os casos também, na elaboração de dois armoriais alusivos às suas ascendências. Foram ainda colecionadores avisados, particularmente atentos às peças armoriadas.
Inscrições: 214 815 303 | mccg@cm-cascais.pt Mais informações: 214 815 303 | mccg@cm-cascais.pt Organização: Câmara Municipal de Cascais | Fundação D. Luís I | Bairro dos Museus
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