10:30 até às 12:30
mostra-me o teu quintal dir-te-ei quem és

mostra-me o teu quintal dir-te-ei quem és

mostra-me o teu quintal dir-te-ei quem és 
histórias afectivas, arte e natureza
com Cândida Paz 
Dom. 14 set 2025 // 10h30 - 12h30 + piquenique 
ZEFA - Centro de Arte Contemporânea/Almancil


Cândida Paz, viúva de Bota Filipe, fará uma partilha de histórias afectivas na primeira pessoa e irá apresentar-nos este magnífico e singular espaço ZEFA - Centro de Arte Contemporânea

Entrada Livre mediante reserva em  www.linktr.ee/corpodehoje

www.corpodehoje.com


contextualização

"ZEFA, talvez o maior centro de arte contemporânea particular em Portugal.

Constituído por vários edifícios num terreno de três hectares, o ZEFA, no Sítio das Pereiras, em Almancil, concelho de Loulé, tem uma história curiosa. O que o torna único não é a dimensão, mas o projeto, que alia urbanismo, arquitetura, ambiente e artes plásticas, no mesmo lugar.

Lançou-se a primeira pedra e em 1999, o ZEFA – Centro de Arte Contemporânea, foi inaugurado.

Apesar de ser uma iniciativa privada, o casal Bota Filipe e Cândida Paz abriam as portas à comunidade. Qualquer pessoa podia vir percorrer a calçada ladeada por esculturas ao ar livre em comunhão com a natureza.

Na altura da entrevista que aqui reproduzimos (novembro de 2009), Bota Filipe tinha 78 anos, e fez questão de sublinhar que começou o estudo da arte nos anos 1980 juntamente com a esposa.

«A arquitetura não é só casas e edifícios. A arte da arquitetura é aquilo que está nesses edifícios, a criar emoções. E não pode ser copiada. O património constrói-se pela criação. A riqueza está na diferença», considerava.

Financiado em exclusivo pelo casal, o ZEFA foi pensado para ser uma pequena cidade, em constante renovação, de forma a apresentar ideias novas e a estar sempre na vanguarda.

«Ainda hoje me admiro como é que ele conseguiu fazer tudo isto. Aqui deu largas a toda a sua imaginação», concluiu Cândida Paz, em relação ao marido que conseguiu materializar um sonho e o seu amor às artes, para partilhar com os outros também. Obrigado, e até sempre, Bota Filipe!"

Biografia_ António Bota Filipe Viegas

Após o ensino primário em Almancil, frequentou a Escola Comercial em Faro e o Instituto Comercial em Lisboa, ingressando, depois, na Academia Militar onde foi graduado oficial.

Esteve na Administração Militar onde exerceu funções de apoio logístico ao nível da alimentação, finanças e economia. Durante a Guerra Colonial foi destacado para missões de combate, tendo completado três comissões de serviço, duas em Moçambique e uma em Timor, país onde segundo o próprio, despertou a sua «criatividade brutal».

Após se reformar do Exército Português, estudou pintura, desenho, gravura, cerâmica e escultura no IADE e no Ar.Co, ambos em Lisboa, durante a década de 1980. Em 1991, foi bolseiro em São Paulo (Brasil) e professor convidado no Ar.Co em 1992. Regressou à terra natal em 1993 tendo construído, num terreno de família, um Centro de Arte Contemporânea com fundos próprios, «no mais puro altruísmo possível, perpetuando, pelas artes, o nome da sua» avó Josefa (ZEFA), segundo reconhece a autarquia louletana.

No ZEFA, Bota Filipe convidou diversos artistas plásticos para se associarem ao projeto, o qual, além de ter proporcionado a realização de diversas exposições com entrada gratuita, foi inspirador para a realização de uma curta-metragem, bem como para o desenvolvimento de uma tese de mestrado. Foi autor de um conjunto de pinturas no Morgado de Salir e também ajudou a valorizar o Calçadão de Quarteira com desenhos de calcetaria inscritos naquele espaço público.

Segundo o Diário do Algarve Barlavento por Bruno Filipe Pires Publicado 11 de Junho de 2020
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