10:00 até às 23:00
FILARCH25 - CINEMA TALKS

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21 Maio - CALDAS DA RAINHA 

ESAD.CR / Caldas da Rainha 
Auditório

10:00

Da beleza substancial: (Zumthor) entre a regra e a excepção

Constantino Pereira Martins
IEF – Universidade de Coimbra



Nesta pequena palestra focaremos a nossa atenção nos conceitos de excepção e singularidade, no sentido de uma tentativa de compreensão dupla: 1) da arquitectura como uma forma de arte dialógica e civilizacional que conserva uma relação primeira com a sobrevivência (espaço/tempo e lugar), e 2) no seguimento, interpretar a obra de Zumthor como um esforço dialógico- de projecção e edificação- no entendimento de uma arquitectura (co)substancial (espaço e lugar) pós-heideggeriana. 




11:00

Na Fronteira — Notas sobre a edição de 2025 do Arquiteturas Film Festival

Paulo Moreira
University of the Witwatersrand, Joanesburgo
INSTITUTO, Porto



Num tempo marcado por mudanças constantes nas esferas sociais, espaciais e culturais, que contributos podem oferecer a arquitetura, o pensamento urbano e as práticas espaciais para repensarmos o conceito de fronteira? Com o tema ‘Na Fronteira’, a 12ª edição do Arquiteturas Film Festival investiga de que forma as fronteiras - físicas e simbólicas - moldam os ambientes construídos e os territórios, influenciando a vida quotidiana, as identidades individuais e coletivas, e as dinâmicas sociais.
Esta apresentação propõe uma reflexão sobre o percurso do Arquiteturas Film Festival enquanto plataforma de debate e divulgação da arquitetura através de filmes, instalações, debates e passeios urbanos. A cerca de um mês da edição de 2025, organizada pelo espaço cultural INSTITUTO, no Porto, será partilhado um olhar antecipado sobre o que esperar da programação deste ano.




The Non-Story, 13'


‘The Non-Story’ (duração: 13 min.) foi filmado com Ila Bêka e Louise Lemoine, durante a sua presença na edição de 2024 do Arquiteturas Film Festival, que teve como tema ‘Aprender a Desaprender’. O filme documenta um passeio por locais emblemáticos do Porto, explorando a cidade através de uma perspetiva sensível e subjetiva. O filme reflete a abordagem característica dos cineastas, centrada na experiência humana nos espaços urbanos. Foi produzido em colaboração pelo Canal 180 e o INSTITUTO.




21 Maio - CALDAS DA RAINHA 

MUSEU JOSÉ MALHOA 



19:00 

Arquitectura e estética da solidão: existencial film design.

Constantino Pereira Martins
IEF – Universidade de Coimbra


No âmbito global de uma possível filosofia e antropologia da cidade, procurar-se-á estabelecer, no interior da história do cinema português, uma geopopolítica arquitectural da cidade de Lisboa. Confrontar-se-á o cinema de João César Monteiro e Pedro Costa em dois movimentos diferenciados por relação à solidão: a) na interpretação da obra de Pedro Costa na continuidade desta leitura geopolítica, e b) pela hermenêutica da obra de César Monteiro como uma ruptura. 
Por último, o desenho breve de um confronto final entre três formas de arte irredutíveis: arquitectura, cinema e poesia.




Sophia de Mello Breyner Andresen, Portugal, 17'



21:00 

Sem memória do mundo? Museus e auxílios para a memória a partir de Alain Resnais

Nicole Costa
Museu José Malhoa, Portugal 


“Toda a memória do mundo”/”Toute la mémoire du monde”, documentário de 1956 produzido por Alain Resnais (1922-2014), inicia-se numa espécie de depósito, onde montes de papeis acumulam-se – para, em seguida, verificarmos que se trata de uma das partes da Biblioteca Nacional Francesa. "Por possuir a memória curta, o homem acumula incontáveis auxílios para a memória." – começa, então, a narrativa, que nos mostra os incontáveis processos de arquivamento, indexação, guarda e exposição relacionados às rotinas diárias da Biblioteca Nacional Francesa. Mas Resnais, afinal, não está falando sobre esta Biblioteca, antes, fala-nos de nossa relação com o lembrar (e o esquecer). Resnais, desta maneira, fala também de Museu. O que deve ser guardado? Como deve ser guardado, para ser lembrado? Se for guardado, será lembrado? A quem interessa guardar ou lembrar de certos acontecimentos e esquecer de outros? Que papel cumprem, ou podem cumprir, os auxílios para a memória? E se não houvessem auxílios para a memória? Como se daria o lembrar e o esquecer? Que memória teríamos do mundo? Esta proposta de Participação/Conferência, a partir do filme de Alain Resnais, será centrada nestas questões, tendo como objetivo principal provocar reflexões sobre as memórias e os olhares possíveis (e impossíveis) sobre a história, especialmente no âmbito de museus, onde se situam as experiências da autora. 



Alain Resnais, Toda a memória do mundo/Toute la mémoire du monde, 22'



Nicole Costa. Natural de Recife (Brasil), Nicole Costa é atualmente diretora dos Museus José Malhoa, da Cerâmica e Dr. Joaquim Manso, situados em Caldas da Rainha e Nazaré, Portugal. Doutorada em Antropologia e licenciada em Desenho e Plástica, foi colaboradora de várias instituições culturais, como o Paço do Frevo, o Instituto Ricardo Brennand, a Fundação Joaquim Nabuco e o Cais do Sertão. Paralelamente a estas experiências, foi professora e coordenadora dos cursos superiores de Artes Visuais e Fotografia. 




22 Maio - CALDAS DA RAINHA 


22:30h Residência Berquó

Back to school (echoes from - my - space memories), Portugal, 20'
Sérgio Pinto Amorim 


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