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Movimentos Bruxos

Movimentos Bruxos

Carlos Lima, Dora Vieira e João Alves

“Movimentos Bruxos” é um coletivo constituído por Carlos Lima, Dora Vieira e João Alves, que opera a partir da cidade do Porto. Traçando relações entre paisagens primitivas, contemporâneas e/ou visionárias do espetáculo e da tecnologia, o trabalho destes artistas transfigura um conjunto de visões que entrelaçam a realidade e a fantasia, onde o imaginário cruza o religioso e o metafísico abraçando o incorpóreo. O resultado das suas colaborações é apresentado sob forma de instalações imersivas, cinéticas e cénicas, desenhos, pinturas, esculturas, impressões, objetos mecânicos e falantes, sons e cheiros, que amplificam e modelam os contornos absurdos e fantásticos da realidade quotidiana.

Carlos Lima (1970, Cascais), viveu a sua infância em vários faróis espalhados por Portugal, depois da sua passagem pela Marinha, estudou e trabalhou em Design de Equipamento, Fundição, Computação gráfica, Litografia, Formação e Cenografia. Desde 2001 exerce funções como técnico de Pedra, Metais e Madeira na Faculdade de Belas Artes do Porto.

Dora Vieira (1991, Barcelos). O seu trabalho percorre os domínios da pintura, colagem, vídeo, instalação e música. Licenciada em Artes Plásticas (Multimédia) pela FBAUP, frequentou o programa Erasmus na National Academy of Arts em Sofia, Bulgária. Integra o coletivo Favela Discos e os projetos musicais ‘Bezbog’, ‘MotoRotos’ e ‘Judas Triste’.

João Alves (1983, Porto), pintor boémio-surreal-erótico-primitivo-urbano, trabalha em música, vídeo, ilustração, pintura mural. Membro do coletivo Oficina Arara.

A exposição “Movimentos Bruxos” é um cenário, montado num espaço artificialmente reconstruído em que são reunidos elementos das nossas experiências mundanas. O que se observa são associações improváveis de objetos que geram ideias, mas que também se organizam novas configurações de imagens que pela sua vulgaridade não nos deviam surpreender, do mesmo modo que ao olharmos para a paisagem a partir do interior de um automóvel em plena autoestrada, não nos surpreendemos por contemplar um conjunto de artefactos desprovidos de vitalidade. A exposição transforma o espaço em campo simbólico de dimensões variáveis, cujas formas despoletam divagações sensoriais em imagens pictográficas ainda por desbravar; as coisas que observamos podem ser espectros de muitas imagens, que foram entretanto redefinidas e apropriadas, usadas enquanto denegação. Há nesta apresentação uma espécie de manifestação obscura, enquanto parte de uma totalidade conhecida, mas que se assemelha a uma enorme falsificação.
Ivo Martins
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Sábado 10 julho, 18h00
CCVF / Pequeno Auditório
Lançamento do catálogo da exposição
Concerto Judas Triste

Judas Triste é uma banda de metatechno do Porto criada por David Machado, Dora Vieira e Nuno Oliveira para anunciar ao planeta Terra uma nova era de escuridão. Nascido nas sombras da Favela Discos, este trio profético de músicos-alquimistas transfigura a eletricidade operando com um ensemble de aparelhos eletrónicos e objetos violados mecanicamente. Entre descargas explosivas de distorção e atmosferas misteriosas, a arte implacável de Judas Triste é áspera, perversa e fortemente baseada na improvisação. No final de 2018 editaram o seu primeiro registo discográfico em cassete, homónimo, e agora preparam-se para escrever o seu segundo capítulo num 7'', intitulado de Antropomancia que irá ser lançado ainda este ano. Antes do concerto de Judas Triste, será apresentado o catálogo da exposição “Movimentos Bruxos”, numa conversa partilhada entre os artistas e Ivo Martins, responsável pela curadoria do Palácio Vila Flor.

Preço 5,00 eur
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Sábado 24 julho, 11h00
Visita Orientada à exposição
Equipa EMC

Maiores 6 | Duração c. 60 min. | Lotação limitada
Preço 2,00 eur, mediante inscrição prévia através do e-mail mediacaocultural@aoficina.ptou do tlf. 253 424 716
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Sábado 24 julho, 19h00
CCVF / Pequeno Auditório
Finissage da exposição
Concerto MotoRotos

MotoRotos é um quarteto portuense de músicos-aceleras fundido em 2016 nas entranhas da Oficina Arara. Carlos Lima, David Machado, Dora Vieira e Tito Silva são os motores de combustão que a partir de instrumentos de sopro, percussão, peças metálicas, instrumentos eletrónicos e power tools traçam uma viagem musical por localidades intimistas com vista para paisagens abstratas de som e luz, em aceleração até às grandes avenidas do noise, ou sacando peões pelos terreiros da improvisação livre. As suas performances são momentos intensos de siderurgia entre liberdade, ruído e energia, onde a música se funde com a imagística industrial num hipnótico espetáculo de faíscas.

Preço 5,00 eur
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Fonte: http://www.ccvf.pt//detail-eventos/2021.04.16-movimentos-bruxos/
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