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Sobre o Sagrado uma Barra de Ferro

Sobre o Sagrado uma Barra de Ferro

Talvez seja uma impossibilidade separar a Arte da Cultura antiga. A nossa cultura visual está impregnada de uma historia e da relação entre arte e manifestações de fé. Quer falemos de Ocidente, Oriente, África, América e por aí em diante. É por certo que na modernidade existiu a tentativa de rompimento entre arte e religião e misticismo, uma visão agnóstica do questionamento da praxis artística. Todavia no meu entendimento há sempre Religiosidade naquele que pratica a Arte e, por conseguinte, atrever-me-ia a dizer que a sua Religião seria a Arte. Neste caso em concreto questiono a Religiosidade que está impressa no código genético da Natureza do Homem. Parece que na história humana não existe qualquer registo da ausência de Religiosidade. Os primeiros sinais de humanidade que encontramos estão ligados à religiosidade e à ideia do nosso vínculo com uma obra maior da qual fazemos parte. Entenda-se Religiosidade como uma inclinação, um sentimento, uma tendência a ter reverência pela vida e uma conexão com o mistério. Encontramos em Wittgenstein ou mesmo em Aristóteles, um dito séptico, outro seletivo nos seus deuses, em períodos distantes temporais, uma visão interessante do caminho que nos guia à Religiosidade; O primeiro que se debruçou sobre o estudo da linguagem, os seus limites, e a sua transcendência. A essa transcendência atribuiu o nome de místico. Este campo é aquele inefável, mostra o que a linguagem não pode exprimir. Ética e Religião estão intimamente ligadas ao místico. A experiência realizada no místico não pode ser dita, apenas se mostra. Diante de tais questões deve-se manter o silêncio. É este que impera. O Segundo, baseia-se no Motor Imóvel para demonstrar racionalmente a existência de um princípio supremo da natureza. Este motor imóvel move todas as coisas, mas não se move a si mesmo, pois não está submetido às leis do movimento, ele é eterno e imutável e imaterial. É interessante que Agostinho da silva nas suas arrancadas sapientes faz uma mescla destas duas abordagens para explicar o que seria então a experiência mística, e passo a citar: “Na experiência mística, é-se encontrado pelo Absoluto. Ora, Deus enquanto Absoluto não é isto ou aquilo, é nada de todas as determinações finitas, e, assim plenitude, nada que é tudo. Sobre ele não há palavras, só silêncio.”

Telefone: +351 266 746 560

Apoios: Câmara Municipal de Évora, Direção Regional da Cultura do Alentejo, Cabido da Sé de Évora

Fonte: https://www.cm-evora.pt/eventos/sobre-o-sagrado-uma-barra-de-ferro/
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